..........
Eraldo Palmerini, como a maioria dos criadores, começou como dono de seu próprio cavalo. Depois de uma exitosa carreira como árbitro de futebol, passou a frequentar o Hipódromo do Tarumã e, como é normal, a fazer amizades. Seu temperamento expansivo e festeiro, imediatamente cativou a simpatia de todos.

..........E não deu outra. Logo enseguida eram muitos a insistirem para que adquirisse seu primeiro cavalo. Até não foi precisou muito esforço. O antigo jóquei Ademir Mendes, muito amigo de Eraldo, escolheu um cavalo de quatro anos, de nome QUE RICO, que veio a ser o primeiro defensor de suas cores. Esse cavalo, comprado desacreditado, foi acumulando vitórias e indicando que Eraldo tinha “estrela”, requisito que é imprescidível para quem deseja envolver-se com o turfe.

..........Foi com grande entusiasmo que criou o Stud Dom Palmérios, o mesmo nome como era conhecido entre sua roda de amigos, mais próximos . Depois do primeiro cavalo e das primeiras vitórias, evidente que muitos outros se sucederam e vieram BERRUGUINHA (El Alarido e Amagnificence), ÁGUIA DOURADA (Momo e Tintura) e o primeiro ganhador clássico, o castanho LURÓN (Sail Through e Lucera) - ganhador do GP Prefeito de Curitiba.

..........Naquela época, uma das atrações para os presentes no hipódromo, era quando um cavalo de Eraldo ganhava uma corrida. Ele saltava, gritava, discursava, provocava a parceria, parecendo até que fizera um gol numa final de Copa do Mundo. Era pura festa. Imagine-se então, qual o tamanho da algazarra com sua primeira vitória clássica , e justo num páreo em homenagem ao prefeito da cidade e em semana do GP Paraná ?

..........Outros valores vieram, como NIET (Tratteggio e Nikinha), GATA PARDA (Viziane e Amalfi II), que Eraldo comprou para correr o Clássico Primavera e um que o empolgava, o alazão MON XARRÔ (Voltaire e Xarrôa). A venda do grande cavalo clássico HACHIS (Heathen e Sandiz), que havia comprado tempos antes, não o defendendo em leilão de liquidação que procedeu em 1988, em vista da necessidade inadiável de reformar as pastagens do haras, deram bem a idéia de um turfista e criador de verdade : “ em venda total, é proibido pensar em defesas ”

..........Das pistas para o haras, foi um pulo. Em 1983, quando passava pela Colônia Murici, Eraldo Palmerini viu o local que lhe pareceu ideal para o haras que vinha planejando. A área era do tamanho certo para o plantel com o qual pretendia criar e o local já possuia história relativa ao cavalo. Tinha sido uma cancha reta, onde atuaram jóqueis brasileiros famosos, entre eles Pedro Nickel, depois revelado como um dos maiores treinadores de Cidade Jardim.


..........Foi ali que Eraldo construiu o “Haras Palmerini”, levando para lá suas éguas de corrida: BERRUGUINHA, ÁGUIA DOURADA, HUYDOBLE e GATA PARDA, e mais ESBINA, HURT e BLESSED KALI. Adquirida em leilão em São Paulo, veio a ganhadora clássica, a argentina SNIPS, cheia do magnífico PRESENT THE COLORS.

..........Iniciando com reduzido plantel, o Haras Palmerini foi obtendo várias vitórias, desde BILLY KING, o primeiro ganhador nascido no haras, depois BAHAMAS PRINCESS, seguida de um elenco de inúmeros ganhadores, em todas as gerações produzidas.

Produtos clássicos do Haras

..........O primeiro produto clássico do Haras Palmerini, coincidentente era produto de sua primeira reprodutora. DIANA SUMMER ( filha de Upset em Berruguinha, por El Alarido), colocou-se no Clássico Paraná, disputado em 2000 metros no Tarumã, para um dos grandes milheiros arenáticos brasileiros da época: BLESSED TRUST. Sua companheira de haras DELTA MARK, filha de Reichmark em Ti Amo, por Casino Royale, além de acumular vitórias entre Cidade Jardim e Tarumã, obteve colocação clássica no Tarumã.

..........Ainda na geração nascida em 87, destacou-se o castanho escuro DINAMITE BOY, filho de Niet em Hurt, por St. Chad, que foi um grande ganhador no Rio Grande do Sul, principalmente em provas nos hipódromos interioranos, como Amorim, Tablada, Passo da Areia e São Miguel, nos quais acumulou mais de 15 vitórias. DINAMITE BOY também foi ganhador no Cristal e na Gávea, totalizando 21 vitórias em toda sua campanha.

..........As reformas no haras, realizadas enre 88 e 89, em parte, prejudicaram sua produção, mas a geração nascida em 90 revelou a semi-clássica GENTLE BABY, uma tordilha filha de Newmarket em I Win, por Cavo d’Oro, colocada clássica no Tarumã e muito boa ganhadora entre esse hipódromo e Cidade Jardim.

..........A geração 90 consagra ainda um dos grandes valores saídos dos campos do Palmerini, o potro GOOD TIME BOY, um vistoso alazão, filho de Singh Tu em Hacad, por Sporting Yankee. Cavalo de extraordinário poder locomotor, ficou invicto ao longo de suas três primeiras atuações, ganhando todas as provas com extrema facilidade e sempre beirando o record. Uma grave lesão, num treinamento para correr o GP Internacional Paraná, afastou-o das pistas, mas Eraldo levou-o para ser garanhão no haras. Lá, produziu muitos ganhadores, todos velocistas de qualidade, em sua curta atuação como padreador, pois gerou apenas quatro safras.

..........Os produtos nascidos em 93 tem, entre outros, a tordilha JAFKA OVER, filha de Investor em Jaulita, por Telescópico, que viria a ser o primeiro ganhador clássico do haras, em vista de sua retumbante vitória no tradicional Clássico Primavera - L, tão sonhado por Eraldo, desde a aquisição de Gata Parda para correr essa mesma prova.

..........O classicismo tem sequência na geração 94, por intermédio de um irmão inteiro de Jafka Over, o também tordilho KEY GLEAM, que viria a liderar sua turma aos 2 anos, no Tarumã, pela vitória no Clás. Carlos Dietsch.

..........Em 1998 nasce aquele que seria o melhor produto criado pelo Haras Palmerini, o vistoso castanho escuro OLD SAYBROOK. Eraldo havia negociado duas éguas vindas do Rio Grande do Sul, prenhes de Pleasant Variety. Da semi-clássica Free Jazz, uma filha de Minstrel Glory, nasce Old Saybrook.

..........Defendendo as cores do Stud Florentia e levado com extrema competência por Márcio Gusso, OLD SAYBROOK estréia em 04.10.2001, ganhando o Prêmio Carlos Eduardo G.A. Valente,em 1600 metros. Comprovada sua qualidade, é reservado para as provas clássicas dos 3 anos, retornando em janeiro de 2002, no GP ACPCCP - Taça Pinheiro de Ouro - G3, quando finaliza em quarto, mas correndo bem.

..........Entretanto, era preciso “fazê-lo amadurecer” e ele volta a competir em setembro, ganhando uma prova comum e depois , destroçando seus adversários, ganha os clássicos Paulo Pimentel e Bento Munhoz da Rocha Neto, em 2200 e 2400 metros. OLD SAYBBROOK encontrava sua vocação para as distâncias clássicas e ficava pronto para o GP Paraná.

..........Dando grande vantagem de peso e mal conduzido, ele finaliza em terceiro, no GP Paraná - G1 de 2002, perdendo para Baccarat e Hero’s Son. No GP Paraná de 2003, pagando tributo pelas sequelas de suas lesões, finaliza descolocado.

..........Antes, no entanto, havia ganhado o Clás. Bento de Menezes, em 1600 metros, depois de sete meses de recuperação, assim como chegara terceiro no preparatório do GP Paraná, o Clás. Bento Munhoz da Rocha Neto - L.

..........OLD SAYBROOK correu apenas duas vezes em C.Jardim. Descolocou-se no GP Hipódromo Paulistano, mas ganhou, em 17.01.2004, sua última corrida, em 2000 metros, quando mais uma vez interrompe sua campanha, para recuperação e descanso no haras.

..........Na geração seguinte, numa das maiores alegrias de Eraldo, nasce POKEMON, filho de seu Good Time Boy, na clássica de grupo Barsheba. Defendendo também as sedas do Stud Florentia, este bonito zaino revela-se extraordinário velocista, ganhando 5 corridas, entre as quais a Copa Tarumã - Velocidade e o Clás. Murilo Ramos G. Pereira, ambas provas para “sprinters”. Em C.Jardim, POKEMON ganha uma prova comum, mas coloca-se em outras três provas clássicas para especialistas, entre elas em quarto no GP Indepêndencia - G1.

..........O Haras Palmerini, entre ganhadores de mais de 300 corridas em vários hipódromos brasileiros, produziu os semi-clássicos Campione Niet, Contessa Odelina, Diana Princess, Desert The Colors, Guaramirim, Jingle Beach, Nico Prospector, New York Baby, Other Rock e tantos outros.


A filosofia de criação

..........O Haras Palmerini festeja 20 anos desde sua abertura. Todo este tempo foi de aprendizado, assim como continuarão a ser os próximos anos, pois com a evolução do puro sangue de corridas é cada vez mais rápida e dinâmica.

..........Nos últimos três anos, o haras vem procurando aprimorar a qualidade de seu plantel de ventres, como será possível apreciar nos pedigrees do elenco de éguas reprodutoras.

..........Este plantel, hoje em dia, conta com 35 éguas, das quais 10 são ganhadoras ou colocadas clássicas. Deste time, 12 éguas estão na sua segunda produção, o que revela um plantel bastante novo. Por outro lado, quatro éguas do Haras Palmerini são mães de ganhadores clássicos de grupo, a saber: NOBERAN, a mãe de FILÓ [G1], LARRIAGE, mãe de TELLUS [G2], LUA BONITA, irmã inteira do extraordinário Much Better e mãe de GUMPY [G3, no Uruguai] e NOS SAUVAGE, a mãe de CAROLINE SAUVAGE [G3].

..........Neste plantel, 16 éguas são filhas ou irmãs de ganhadores clássicos, com destaque para GREAT UNEASY (filha de Head Figlia), LANÇA DE GUERRA (filha da campeã velocista Guerra), MIR (irmã materna de Nacenza - G1), UNA LÁGRIMA TUYA (irmã de Avant Tout), VASSOURINHA (filha de Vamare - G1), entre outras.

..........A qualidade do plantel de ventres fica demonstrada ainda pela origem das éguas, filhas de BAYNOUN, CLACKSON, DODGE, DR. CARTER, KARABAS, KNOW EIGHTS, TOKATEE, TUMBLE LARK, CHOCTAW RIDGE, MINSTREL GLORY e GHADEER.

..........O Haras Palmerini conta com os serviços de PLEASANT VARIETY, ganhador de mais de U$ 1 milhão em sua campanha, nos Estados Unidos, e pai de inúmeros ganhadores, entre os quais ganhadores de provas de grupo 1. Igualmente, é participante dos condomínios dos reprodutores FAHIM e GIANT GENTLEMAN. Para esta temporada, adquiriu MAJESTIC BLUE, ganhador clássico, um dos líderes de sua geração na Gávea e filho do magnífico JULES.

..........O objetivo do Haras Palmerini é criar o cavalo clássico, o cavalo de grandes prêmios. As maiores dotações estão sempre nas provas acima da milha e o cavalo clássico é sempre o mais valorizado. Evidentemente que não se descartam os velocistas, quando a vocação pedigrística conduza para um resultado adequado.

..........Na constituição do plantel de ventres teve-se em mente agregar éguas com pedigrees internacionais, pois um das metas de nossa criação é o mercado externo. Recentemente, o Haras Palmerini vendeu para o Uruguai três de seus produtos da geração 2002, entre os melhores desta safra criada pelo haras e que, certamente terão sucesso nas pistas orientais.

Nossa equipe

..........Empresário bem sucedido no ramo do turismo, proprietário de uma das maiores firmas do setor, no sul do Brasil, Eraldo Palmerini nunca deixou de contribuir para o engrandecimento do turfe e da criação paranaenses. Assim sendo, foi presidente da Associação dos Criadores eProprietários de Cavalos de Corrida do Paraná, entre 1996/1997. Posteriormente, foi eleito presidente do Jockey Club do Paraná, no biênio 2000/2002.

..........Nas duas participações como dirigente, Eraldo Palmerini destacou-se pela dedicação e empenho de procurar modernizar a administração das entidades responsáveis pela criação e pelo turfe, no estado do Paraná.

..........O dinamismo de Eraldo Palmerini repercutiu também no haras, buscando sempre a melhoria de sua criação. Para tanto, conta com a dedicação da seguinte equipe de colaboradores:

Secretária
Beatriz E. S. Schultz

Gerente do haras
Ezequias José da Silva (Zico)

Veterinário de Reprodução
dr. Alessandro Mercandante

Veterinário do Stud
dr. Rubens Gusso Filho

Treinador - Hipódromo do Tarumã
Márcio Ferreira Gusso

Treinador - Fazenda Rio Grande
Edson Carbone

Assessor Técnico - Criação
dr. Duílio Berleze

Assessor Técnico - Pedigrees e Marketing
José Maria Pinto Oliveira